
Série: "Glee"
Episódio: On My Way
Temporada: 3ª
Número do Episódio: 58 (3x14)
Emissora: FOX
Se o roteiro de Roberto Aguirre-Sacasa nos fez vibrar com a primeira vez, ou quase, dos personagens em "3x05 - The First Time", aqui ele conseguiu nos levar além das emoções e confesso que chorei durante o episódio e me choquei com o final trágico que o episódio teve. Não cansarei nunca de comentar que a produção da série fez muito bem em aumentar o número de roteiristas.

Primeiro vamos ao básico do episódio que foi as regionais, onde cada grupo colocou o seu melhor, mas o New Directions saiu vencedor. O mashup de "Fly" e "I Believe I Can Fly" foi excelente e gostei de "Here's to Us", mas foi as Troubletones com "What Doesn't Kill You (Stronger)" que me fez arrepiar. Senti só falta de Quinn ter tido um espaço para cantar.
No mais o episódio foi movido por um drama forte e atual, e como "Glee" sempre fez, conduziu de forma incrível o tema bullying e sua maior consequência para jovens gays que não conseguem passar por isso e se jogam de braços abertos para o caminho triste do suicídio.
As cenas de Karofsky sendo maltratado no vestiário, as mensagens em seu Facebook, o desespero de não encontrar uma saída e por fim a decisão do suicídio, por si só seriam angustiantes, e a edição ainda fez um lindo trabalho em colocar tudo isso bem encaixado com a bonita "Cough Syrup" interpretada por Blaine. Max Adler foi incrível.
As consequências do ato de Karofsky repercutiram por toda a McKinley High e em nenhum momento foi banalizada. Com a gravidez de Sue, deixaram o ácido de lado e até ela teve comentários pertinentes ao assunto. A melhor parte foi na discussão na sala de Figgins onde Emma simplesmente deixa claro que eles como educadores em parte são responsáveis por não repararem que Karofsky tinha problemas.
Gostei da maneira que Kurt foi afetado pela notícia, de como defendeu o colega de Quinn e seus comentários simplificando o assunto e como todos no grupo dela falaram abertamente. Mas foi no hospital que os dois me emocionaram. Karofsky e Kurt passaram pelos mesmos problemas, e olha que um foi o causador da dor do outro, mas enquanto Kurt tinha apoio dos amigos e principalmente do pai, Karofsky não tinha esse suporte da família, que o tratava como doente e seu melhor amigo lhe virou as costas.
O assunto foi bem repercutido dentro do grupo, adorei a cena de conscientização de Will, que reuniu o New Directions para discussão do que eles esperam de um futuro e de como isso é importante para eles terem os pés no chão. A simplicidade de se surpreender com algo bom todos os dias sendo ilustrada com Rory experimentando pela primeira vez manteiga de amendoim. E tivemos momentos cômicos, como Britt e seu famoso gato, o Lorde Tubbington.
BRITT:
- Eu quero que o Lorde Tubbington largue seu vício de ecstasy.
A trama de Karofsky deu o tom de todo o episódio, e foi essa ideia de não poder ter o amanhã que fez Rachel e Finn decidirem adiantar o casamento para depois deles ganharem as regionais. O mais engraçado dessa trama foi ver o desespero de Leroy, Hiram, Carole e Burt, que estavam loucos para intervirem e cancelarem aquilo tudo, mas temiam que eles resolvessem fugir e se casarem sem a aprovação deles.
Mas uma tragédia estava a caminho e ninguém esperava por isso.
Sue esteve tranquila durante todo o episódio e Quinn ainda a manteve no chão referente a sua gravidez, e foi a mudança de Quinn, seu empenho no New Directions, suas tentativas de uma nova vida quem fez Sue elogiar a loira e ainda lhe devolver seu uniforme de Cheerios para poder concluir brilhantemente seu último ano no McKinley High.
SUE:
- Você provou que nunca é tarde para mudar sua vida.
Quinn era esperada no casamento, Rachel não iria entrar sem a amiga e Finn estava lhe apressando. Desde que a vi se maquiando na direção já esperava um acidente e toda a tensão foi muito bem criada e conduzida para a tal tragédia. Quinn foi atropelada por uma carreta e as consequências disso só saberemos no próximo episódio que irá ao ar só em abril.
Espero nada menos que o excepcional, afinal poderá ser a primeira vez que os adolescentes de "Glee" lidem com a morte assim tão próxima, afinal todos são amigos dentro daquele grupo, e ela vindo de um acidente é algo totalmente inesperado.
Nota 5 de 5.
Trilha Sonora:
# "Cough Syrup" (Young the Giant) por Blaine;
# "Stand" (Lenny Kravitz) por Dalton Academy Warblers;
# "Glad You Came" (The Wanted) por Dalton Academy Warblers;
# "She Walks in Beauty" (Eric Barnum) por The Golden Goblets;
# Mashup de "Fly" (Nicki Minaj feat. Rihanna) + "I Believe I Can Fly" (R. Kelly) por Rachel, Artie, Santana, Blaine, Finn, Mercedes e os New Directions;
# "What Doesn't Kill You (Stronger)" (Kelly Clarkson) por Santana, Britt e Mercedes como as Troubletones dentro dos New Directions;
# "Here's to Us" (Halestorm) por Rachel e os New Directions.
fazia um tempo que não escrevia meus comentário e acho que este episódio vai ser bom para a volta.
ResponderExcluirdiferente dos outros comentários que vou levando na sequencia do post do Dan, este vou fazer diferente.
episodio valeu sim a nota 5 pelo seu roteiro, Roberto Aguirre-Sacasa não me fez sentir o seu potencial no "3x05 - The First Time",
eu achei que fosse u episódio que poderia ter uma ação dramatica melhor, mas acho que vou uma preparação para o que ele pode trazer.
as Regionais, se fosse um jurado ficaria na duvida, "Dalton Academy Warblers" foram ótimo, pela primeira vez eu vi eles sexys, fiquei muito feliz com a apresentação.
Mas sem duvida uma mashup Fly / I Believe I Can Fly por New Directions e depois a saída deles para a apresentação das Troubletones num peso maior eu achei maravilhoso.
O acidente da Quinn me deu um aperto no coração, e uma duvida muito grande será que ela vai ficar paraplégica ou foi um "acidente leve" já sabemos que ela não irá morrer pois tem imagens dela na cadeira de rodas já, um alivio.
E o que foi Karofsky neste episódio, admito que assisti este episódio duas vezes ontem e o clipe de "Cough Syrup" milhões de vezes, acho que foi muito bem colocado esta questão da tentativa de suicidio no episódio, para muitos pode ser besteira mas estamos falando de algo que fere nossos sentimentos mais internos que deixa qualquer um vulnerário, seja isso o fato de ser gay, magro, branco, cristão, inteligente e etc. A forma que foi retratado o desespero do personagem foi perfeito, e achei lindo o Will fazer a reunião com seus alunos e dar um comovente relato de sua tentativa.
Mas mesmo com tudo isso a Kurt foi genial, superar a questão de sua "falta" de crença para ir rezar por Karofsky com se sentir culpado e depois ir no hospital visita-lo e ainda por cima dar uma lição de moral foi lindo, juro que se fosse eu o roteirista tinha acabado ai o romance de Kurt com Blaine e teria feito o Kurt beijar o Karofsky.
o legal deste episódio é o que ele está repercurtindo nas redes sociais.
a banda Young the Giant "da musica - Cough Syrup" fez um vídeo aonde o vocalista Sameer Gadhia fala sobre o episodio e sobre bullying.
http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=qk7wj_DNdZA
NOTA 5 "como falei no segundo paragrafo"
obs adorei a cara do Joe ao saber que Kurt não acredita em Deus e mesmo assim foi rezar por Karofsky.
Eu sabia que este episódio ia ser intenso mas não esperava tanto.
ResponderExcluirComeçando com a tentativa de bullying do Sebastian - que eu não entendo como pode ser tão malvado e líder dos bons meninos do Warbles. Gostei do momento "virei do bem" dele mas que ele era um ótimo vilão, era. Pena que depois de tudo, não acho que ele seja uma concorrência para Kurt, porque seria bom sacudir as coisas um pouco.
Todo o drama do Karofsky foi bem intenso e real. Ele realmente ficou sem chão, o Kurt tinha amigos e o pai, ele estava sem ninguém, já que nem o Kurt atendia suas ligações. Glee mostra sua força nessas reflexões, como o Will fez com o pessoal. Se bem que tenho que admitir que ri do motivo dele para pensar em suicídio. Adorei a resposta da Tina, que foi a mais Glee possível: uma música!
A apresentação dos Warbles foi linda, perdi as contas de quantas vezes já escutei Glad you came na voz deles. Mas não tinha como concorrer com uma Lea no dia do seu casamento. E a apresentação das troubletonnes foi de levantar todo mundo. Não gostei da versão de I can fly/fly, achei dispensável.
Agora eu acho os pais da Rachel e Finn muito passivos. Quem vê um filho metendo os pés pelas mãos e não toma uma atitude de verdade? Torço que este casamento não aconteça.
E agora a bomba do final do episódio. Se não mataram o Karofsky, não matarão a Quinn. Não antes dela ter uma apresentação digna!
E quanto aos vindos do TGP, acho que finalmente o Damian (Rory) se achou na série. ELe tem um lado cômico muito bom. E já consegui lidar melhor com o personagem do Samuel. Agora o Kurt indo rezar sem acreditar em deus, isto eu não entendi. Juro.
Vou resumir o meu comentário a apenas uma frase:
ResponderExcluirVai ser muito dificil aguentar até Abril sem Glee!!!!
Saudações!